O projeto TEMPO PARA IROKO foi realizado com o apoio da Fundação Joaquim Nabuco do estado de Pernambuco, a partir do V Edital de Residências Artísticas e com curadoria de Moacir dos Anjos, que assina também o texto da exposição. 
 
A exposição de mesmo nome parte de uma denúncia a dois atentados religiosos sofridos pela árvore IROKO - ou Gameleira Branca – que vivia no terreiro ILÊ OBÁ OGUNTÉ ou Sítio de Pai Adão, o mais antigo espaço destinado ao Candomblé do estado de Pernambuco e tombado pelo IPHAN em 2018 como patrimônio cultural do Brasil. O Iroko do Sítio de Pai Adão é morada da memória ancestral e símbolo da luta e resistência comunitária aos inúmeros momentos políticos de perseguição religiosa aos povos de terreiro no estado de Pernambuco. Como um trabalho de base colaborativa, TEMPO PARA IROKO foi criado por meio de uma rede de parcerias formada com várias frentes da sociedade pernambucana.  Assim, mudas e sementes de IROKO, foram coletadas e cuidadas durante o percurso da investigação a partir de um trabalho construído em diálogo com toda a comunidade. As mudas produzidas pelo grupo foram ao final plantadas formando uma instalação viva de carácter permanente: O “Círculo dos Irokos”. 
 

Os trabalhos foram realizados em colaboração com a Comunidade Quilombola Poço Dantas localizada na cidade de Inajá, no agreste pernambucano, e liderada por Maria Antônia Dos Santos; com a Casa IlêOca de Tradições AfroIndígenas, liderada pelo Babalorixá Tiago Kfuzo Nagô e com o Terreiro de Ilê Obá Ogunté liderado pelo Babalorixá Manoel do Nascimento Costa, ou Manoel Papai que concedeu um testemunho ao projeto juntamente com as entrevistas realizadas com os integrantes mais antigos da casa:  Walfrido José da Silva (que faleceu em 2020 aos 105 anos durante o processo) e Jaci Felipe da Costa (Pai Cecinho). Destacam-se ainda os parceiros Sítio Sete Estrelas de Agroecologia, Escolinha de Arte do Recife, Maracatú Raízes de Pai Adão, Arquivo Público do Estado de Pernambuco, Viveiro do Jardim Botânico e Prefeitura do Recife. 

 

El proyecto TEMPO PARA IROKO fue realizado con el apoyo de la Fundación Joaquim Nabuco del estado de Pernambuco, con base en el V Edital de Residencias Artísticas y curado por Moacir dos Anjos, quien también firmó el texto de la exposición.

 

La exposición del mismo nombre es parte de una denuncia de dos ataques religiosos sufridos por el árbol IROKO - o Gameleira Branca - que habitaba en el terreiro ILÊ OBÁ OGUNTÉ o Sitio de Pai Adão, el espacio más antiguo dedicado al Candomblé en el estado de Pernambuco y catalogado por IPHAN en 2018 como patrimonio cultural de Brasil. El Iroko do Sitio de Pai Adão es una morada de memoria ancestral y un símbolo de lucha comunitaria y resistencia a los innumerables momentos políticos de persecución religiosa de los pueblos de terreiro en el estado de Pernambuco. Como trabajo colaborativo, TEMPO PARA IROKO fue creado a través de una red de alianzas formada con varios frentes de la sociedad pernambucana. Así, se recolectaron y cuidaron plantones y semillas de IROKO durante el transcurso de la investigación, a partir de un trabajo construido en diálogo con toda la comunidad. Las plántulas producidas por el grupo fueron plantadas al final formando una instalación viva permanente: El “Círculo dos Irokos”.

 

Los trabajos fueron realizados en colaboración con la Comunidad Quilombola Poço Dantas ubicada en la ciudad de Inajá, en el interior de Pernambuco, y liderada por Maria Antônia Dos Santos; con la Casa IlêOca de Tradiciones Afro-Indígenas, liderada por Babalorixá Tiago Kfuzo Nagô y con el Terreiro de Ilê Obá Ogunté liderado por Babalorixá Manoel do Nascimento Costa, o Manoel Papai quien dio testimonio del proyecto junto con entrevistas realizadas a los mayores miembros de la casa:  Walfrido José da Silva (fallecido en 2020 a los 105 años durante el proceso) y Jaci Felipe da Costa (Padre Cecinho). También se destacan las colaboraciones con Sítio Sete Estrelas de Agroecologia, Escola de Arte do Recife, Maracatú Raízes de Pai Adão, Archivo Público del Estado de Pernambuco, Vivero del Jardín Botánico y la Municipalidad de Recife.

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